Que falta faz uma boa competição!



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Muitos não vão recordar dessa época, mas até o início da década de 90 havia no país uma lei que restringia a importação de produtos de informática. Tempos sombrios que ajudaram a atrasar ainda mais o desenvolvimento de nossa economia.

A indústria de computadores nacional não precisava combater a alta tecnologia japonesa ou a qualidade dos produtos americanos. Bastava montar uma caixa com alguns fusíveis, chamar de computador e vender a peso de ouro. Uma situação confortável, que não exigia nenhuma inovação ou qualidade para o público consumir os produtos.

Lembrei dessa época ao ver o gráfico abaixo em nosso Index de Viagens Corporativas.

alta passagem aerea

Vejam o salto do valor médio que as passagens aéreas nacionais deram com o cancelamento de voos da Avianca.

Abril, uma época de baixa temporada, sem carnaval, sem férias escolares e com tarifas 20% mais altas que os meses de maior movimento.

Como a Avianca não é uma cia de rotas regionais, os trechos de maior movimento serão os mais afetados com a falta de concorrência. 

A ponte aérea Rio-SP, detentora do grande fluxo de passageiros à negócio no país deve ficar restrita a dois competidores. A milha voada nesse trajeto, que já era uma das mais caras do país, deve ser impulsionada nos próximos meses.
O preço médio da passagem aérea doméstica inflacionou significativamente, mas algumas rotas se destacam com cifras bem mais altas. O passageiro que irá viajar do Rio para Brasília, por exemplo, já se depara com opções 100% mais caras que as ofertadas em abril do ano passado.

Como já vimos em períodos passados, como na quebra da Varig, há uma mudança radical na política de precificação das principais competidoras. O mercado demora para se ajustar até novas soluções surgirem.

O lado bom é que hoje há possibilidade de cias. aéreas estrangeiras investirem no país e da mesma forma como ocorreu na década de 90 com o mercado de informática, que se abriu para novidades vindas do exterior, talvez tenhamos em um futuro breve mais competidores nas rotas domésticas, com novos produtos, tecnologia e brigando pelo consumidor.

Mas até lá, seu orçamento está preparado para essa mudança?

E sua política de viagens? Já foi atualizada considerando esse novo cenário?




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